Alojamentos
Institucional

 

VIDA NO HOSTEL DA UNIVERSIDADE!!!

Por: Jaque Sousa




Ao chegarmos à Rússia, logo após uma longa viagem, o primeiro lugar que queremos estar é em uma cama. Fatigados pela viagem, assustados com as novidades, a língua estranha e a moeda que temos que dividir por dezessete para descobrir o valor em real. É tanta curiosidade, tanto chão pela frente, tanta saudade! O que mais queremos na primeira noite é apenas uma boa noite de descanso, entrar no Skype de algum brasileiro de bom coração e dormir para o outro dia, um dia cheio de tarefas, papéis a serem arrumados e um bando de burocracias.





Francamente eu fiquei assustada com o hostel na primeira impressão, porém com o tempo fui me acostumando. Muitas pessoas a nossa volta nos fazem bem de início, e uma das coisas que mais contribuíram para mim foi este contato direto que temos com os brasileiros aqui, não nos sentimos totalmente deslocados. Cada dia que passamos neste prédio, vamos nos acostumando com a ideia de que estamos na Rússia e em breve estaremos estudando.
 Obviamente, o convívio com outras pessoas, digo, aquelas que estão em nosso andar e principalmente com o tal companheiro de quarto, o tal que talvez exija algumas conversas para a boa vizinhança ser alcançada, são fatos que teremos de analisar com bastante afinco. Digo isso, pois o fato é que nunca, em outro momento, passaríamos a dividir o quarto com alguém desconhecido, ou pelo menos a maioria de nós não. Daí o dito amadurecimento e o tornar-se adulto entram em ação. Conversas e bastante compreensão serão indispensáveis.
 Esteja disposto a encarar uma nova realidade em sua vida. Se você não está apto ao que lhe ainda é desconhecido, aos possíveis desentendimentos, ao tornar-se adulto quando necessário, ao compreender as pessoas, a ser humilde em procurar entender as situações, a ter paciência ao aprendizado da língua, aos possíveis choques culturais eu lhe digo: - Aqui talvez não seja o seu lugar. Se o oposto for realidade eu lhe digo: - Pense ainda um pouco mais. Se mesmo assim decidir vir eu lhe digo: - Venha.
 Entre todas as dificuldades, o que realmente me deixou abalada de início foi a distância dos meus pais, amigos e parentes. Mas com o tempo percebi que a escolha já fora feita e, que,  ainda mais, eu deveria honrar este compromisso desde então. Muitos se foram, e muitos vieram neste meio tempo por motivos variados. Porém, mesmo assim eu decidi ficar aqui. Meu futuro está em minhas mãos.


Morar em apartamento !!!

Por: Lorrayne Anastásio


Estive fazendo uma breve análise depois de 9 meses fora do hotel, essa foi realizada em prol de refletir o que realmente mudou, se a escolha correta foi correta, se obtive lucro ou prejuízo. Confesso que morar em apartamento é uma opinião muito pessoal e intransferível, pois cada experiência é única, logo deixo em destaque o que escrevo é algo voltado ao Meu ponto de vista.
Com passar desses meses pude observar muitos pós e contras.
Quando o estudante decide mudar-se do Hostel ( Alojamento dos estudantes) o mesmo deve começar a tomar decisões certas para que evite desgastes posteriormente.
A primeira decisão a ser tomada é a de escolher residir sozinho ou acompanhados.
Delicadamente estudei esse aspecto, pois sou o tipo de pessoa que não gosta de ficar me locomovendo diversas vezes quando o assunto é residência. Ao chegar aqui na Rússia fiquei instalada no Hostel por 4 meses, penso da seguinte maneira: Se estou em um lugar desconhecido, de idioma totalmente diferente, preciso estar em um lugar seguro e que me transmita confiança, para então começar a amadurecer a idéia de mudar ou me socializar sozinha. Esse período em que residi com vários Brasileiros no alojamento, foi extremamente importante, pois eu pude tirar dúvidas e encontrar apoio quando houve necessidade. Mas a vontade de começar a caminhar sozinha foi mais além.
Quando veio a hora certa para colocar em pratica a mudança. Pensava que sozinha eu não iria suportar morar, porque tinha medo caso acontecesse algo, questão de saúde. Como sempre fui filha única (do casamento dos meus pais biológicos) sempre fui muito reservada com meus pertences pessoais, não fui criada usando objetos de outras pessoas, sempre tive tudo que estava de acordo com a situação financeira da minha família. Esse fator influenciou muito para aprofundar na analise  do comportamento de muitas pessoas que poderia morar comigo de acordo com rotina, personalidade entre outros aspectos.
Quando então encontrei o amigo o que mais me chamou atenção era a diferença de idade, grade horaria semelhante a minha, ajudou muito. Sempre nos relacionamos muito bem como amigos. Estabelecemos regras que ficasse viável para os dois, horários para tudo com a flexibilidade caso acontecesse imprevistos. Sempre fui uma pessoa pensa em tudo, pois caso aconteça algum tipo de falha na execução do plano A, sempre tenho o plano B e C.
Infelizmente não deu certo a moradia, não foi por nós, mas imprevistos familiares acontecem e devemos respeitar o ciclo da vida, nossa amizade continua e se fosse para dividir novamente ele estaria em primeiro lugar no meu ponto de vista, pois era muito boa nossa relação de amizade dentro de casa, nos divertíamos muito, sinto saudade. Diante desse contra tempo meus pais decidiram então que eu deveria morar sozinha.
Eu acho muito desgastante você ficar mudando de colega de quarto e apartamento, então aceitei a decisão de continuar meu caminho morando sozinha. Morar em apartamento é muito bom, é uma sensação indescritível, você chega em casa e tudo esta do jeito que você deixou, possui obrigações mensais como: pagar o aluguel em dia, fazer a leitura de água, energia e gás no dia que deve ser feito. Pagar as contas, fazer as compras que realmente dure até o próximo salário mensal. Tudo isso colabora para o ser humano desenvolver seu caráter em responsabilidade, pois seu contato com o proprietário do imóvel é direto. Além de induzir a aprender melhor o idioma. Aprendi muito, quis começar do zero, aluguei apartamento sem mobília, tive que me desdobrar em mil para fazer orçamento de móveis, depois do orçamento a decisão de onde eu compraria bem por menor preço. Tive que ter a responsabilidade de cumprir os horários para receber a entrega dos móveis. Muita intensidade mas não consegui tudo sozinha, tive ajuda de um amigo russo para demais problemas que não estavam ao meu alcance e a ajuda do Brasileiro que intermediou na locação do imóvel que resido hoje.


     A pessoa tem que ter consciência que pode sair sem se preocupar com a hora que vai voltar, mesmo porque no alojamento você deve cumprir horários de saída e entrada. Ressalto que deve ter o cuidado redobrado, pois na maioria das vezes deve retornar a sua casa acompanhado, existe perigo em qualquer lugar. Sempre posso contar com colaboração de colegas, quando vou voltar pra casa sempre vem alguém para me acompanhar, nem que seja até a porta, ou priorizo  sair para um determinado lugar onde sei que vão estar presente  diversos Brasileiros que moram próximos a minha casa, até mesmo para não retornar sozinha no taxi. Quando não é possível ai sim combino em dormir na casa de alguma amiga.
Outo ponto positivo é de ter uma organização maior nos horários, pois além de estudante sou também dona de casa. Tento fazer tudo para não ser chamada atenção dos meus vizinhos, mesmo porque na hora do nervoso nem sempre o idioma flui com facilidade. Onde eu moro a cada duas semanas é dever do meu apartamento limpar o corredor do acesso, pois o hall que eu moro possui mais 2 apartamentos e ele é trancado para evitar problemas, logo a limpeza é destinada a cada morador semanalmente.
Na hora da escolha de onde morar, a localização nao me interessava muito, mas graças ao meu amigo que dividiu apartamento comigo, me apaixonei pelo bairro, embora fosse afastado, e não consegui sair mais deste. Aqui é um setor calmo, com uma vista bonita onde sinto varias vezes ao dia que  estou em casa. Este bairro é afastado da faculdade, com uma distância menos de 5Km, procurei comercio próximo ao prédio, por exemplo: farmácia, banco, mercado e ponto de ônibus. Tudo bem até ai, mas minha hora de sono reduziu, tenho que acordar com 1hora e meia antes das aulas para me organizar e ir para a faculdade. O tráfego não é muito, porém o transporte segue em média de 40km/h, resultando uma duração de 10 a 20 minutos, depende do horário e do clima, logo isso tem uma variação anual.
Como nem tudo é composto de mar e rosas, sinto falta do tempo que eu podia dormir uma hora a mais, sair do quarto e poder conversar com alguém que realmente entenderia 100% do que eu falava, refeições acompanhadas de amigos e conversas produtivas, lazer sem ter que me deslocar 5Km. Outra desvantagem que observo em minha renda mensal é a diferença de 15.000 rublos. Quando moramos no alojamento nunca nos falta dinheiro, você pode fazer planejamentos mensais para a aquisição de mobílias ou equipamentos eletrônicos com intuito de melhorar seu conforto. É tanto dinheiro que eu poderia almoçar em restaurante bom todos os dias que iria me sobrar dinheiro. Mas mesmo assim não me arrependo das escolhas que eu fiz para melhorar minha vida, se necessário eu retornar algum dia para o hostel, retornaria sem problema algum, afinal a vida gira em torno de mudanças continuas e não podemos saber o que o dia de amanha nos reserva.





 

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