Conheça a Rússia
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SÍMBOLOS OFICIAIS E HINO ESTATAL DA RÚSSIA

Informação Geral

 
 
 
 
Posição Geográfica, território e clima
A Rússia fica situada na parte oriental da Europa e na parte norte da Ásia, tem fronteiras com 14 estados. O território do país é de 17 075 400 quilómetros quadrados.
O clima na Rússia é muito diversificado: desde subtropical na costa do mar Negro até continental na Sibéria meridional onde a diferença anual de temperaturas atinge 80ºC, e árctico no Norte Extremo. A maior parte do país fica na zona do clima moderado.
As estações do ano são: Primavera (março - maio), Verão (junho - agosto), Outono (setembro - novembro), Inverno (dezembro - fevereiro).
Na maioria das regiões os frios duram quatro a cinco meses e no norte - dez. Mesmo em Moscou que se encontra na zona do clima moderado os frios de 30 negativos não são uma coisa rara.
Verão na maior parte da Rússia é quente, agradável e de muito sol.

FUSO HORÁRIO
A Rússia tem 11 fusos horários, os quais variam de +2 horas de GMT em Kaliningrad (extremo ocidental) até +12 horas em Kamtchatka e Tchukotka (extremo oriental). Fuso horário de Moscou e de São Petersburgo é +3 horas GMT.

Estrutura Federal da Rússia
A Federação da Rússia é uma republica federativa. A partir de 2000 todo o território do país passou a ser dividido em 7 circunscrições federais ou okrug, encabeçadas por Representantes Plenipotenciários do Presidente da Rússia. Eles são nomeados pelo Presidente e diretamente subordinados ao Chefe de Estado e executam a tarefa principal de monitoriamento de que a Constiuição seja rigorosamente observada pelas autoridades regionais e que as leis locais a não contradigam.

Divisão administrativa
A Federação da Rússia compreende um total de 85 unidades federais, entre as quais são: 21 repúblicas, 8 territórios, 48 regiões, cidades federais de Moscou e de São Peterburgo, uma região autónoma e 6 circunscrições autónomas –. A capital da Rússia é Moscou (cerca de 10 milhões de habitantes). As maiores cidades (com população superior a 1 milhão de habitantes) são: São Petersburgo (4,6 milhões), Novosibirsk, Nizhny Novgorod, Ekaterinburgo, Samara, Omsk, Tcheliabinsk, Kazan, Perm, Ufá, Rostóv-na-Donú e Volgograd.
Os membros-elementos da Federação têm amplos poderes. A estrutura dos Poderes em repúblicas, territórios, cidades federais, regiões e áreas autónomas é definida pelos membros da Federação conforme os princípios básicos da Estrutura Constitucional do Estado da Rússia e princípios gerais do funcionamento dos Poderes Legislativo e Executivo bem como conforme as leis federais.
O status das repúblicas é definido pela Constituição Federal e Constituição da respetiva república.
O status dos territórios, cidades federais, regiões e áreas autónomas é determinado pela Constituição Federal, pelos Estatutos dos territórios, cidades federais, regiões e áreas autónomas aprovados pelos órgãos do Poder Legislativo de cada membro da Federação.

População e língua
A população do país é por volta de 142,8 milhões de pessoas (ano 2006), cerca de 80% da população são russos (eslavos). Além dos russos na Rússia moram mais de 100 povos e grupos étnicos. Os mais numerosos são ucranianos e tártaros bem como arménios, azerbaijanos, casakhes, judeus e alemãos. A lingua oficial (estatal) em todo o território da Federação da Rússia é russo, ainda que todos os povos do país falam tambem suas línguas de origem.
Unidade monetária - rublo.

Feriados principais são:

1 - 5 de janeiro – Férias de Ano Novo
7 de janeiro - Natal (ortodoxo)
23 de fevereiro – Dia do defensor da Pátria
8 de março – Dia internacional das mulheres
1 de maio – Festa da Primavera e do Trabalho
9 de maio – Dia da Vitória


12 de junho – Dia da Rússia
4 de novembro – Dia da Unidade do Povo

História

            O território da Rússia atual passou a ser povoado pelo homem pré-histórico há cerca de 900 mil anos, quando veio o clima frio da Ártica. O gelo com a expessura de mais de 1000 m invadiu o Norte da Europa e quase cobriu os Montes Urais.

Os homens primitivos sobreviveram ao período glaciário e também avançaram no seu desenvolvimento. Quando o gelo recuou para além do círculo polar, estabeleceu-se o clima favorável para lavoura e criação de gado. Os homens colheram sereais com foices de cilício, as mulheres fiaram linho e lã.

Nos séculos IX- VIII a.C. os pré-eslavos, defendendo-se das tribos nômades guerreiras, ergueram fortalezas de madeira e dominaram a arte de fazer armas de ferro.

Naquele tempo remoto surgiram as primeiras lendas sobre os "bogatyrs"- ferreiros (herois épicos russos), que venceram os dragões. Dragão que devorava as pessoas simbolizava, em contos de fadas russas, as incursões das tribos das estepes que resultavam em incêndios, pilhagem e cativeiro.


        PERÍODO ANTIGO

Fundação de Moscou

No início do século XII "Kievskaia Rus'' dividiu-se em mais de uma dúzia de principados. Uma região no Nordeste russo entre os rios Volga e Oka, celebre pelas suas terras férteis e bem protegida pelos bosques dos assaltos das tribos nômades, foi governada pelo príncipe Iuri Dolgoruki (Iuri-de-mãos-longas). Ele construiu várias cidades e fez alianças com os vizinhos. Em 1147 ele convidou seus vizinhos para uma aldeia fronteiriça, "Moscou", onde eles celebraram a vitória sobre os inimigos. Esta data ficou sendo considerada como a data da fundação de Moscou. Em 1156 em Moscou foi construida a primeira fortaleza de madeira, que virou depois uma das maravilhas do mundo - o Kremlin de Moscou.

Jugo târtaro

Em 1237 a Rússia foi invadida pelas tribos dos târtaros-mongois. Esmagando a forte resist.ncia das cidades separadas russas as ordas de mongois avançaram para o interior do país distruindo tudo o que foi construido durante os séculos de trabalho. O jugo târtaro durou cerca de 250 anos, dominando a vida política e cultural russa. A vitória dos russos unidos, chefiados pelo Príncipe Dmitri Donskoi, sobre as tropas târtaras, em 1380, foi o marco crucial para o fim do jugo. Mais de dois séculos foram necessários para reerguer a Rússia das cinzas.

Renascimento russo

A partir da segunda metade do século XIV começa a renascimento russo. Começou a reconstruç.o do Kremlin, que deveria expressar as idéias da uni.o e da poténcia do Estado russo. Em 1471 começou a se erguer uma nova catedral, "Uspenski". Sua arquitetura acumulou as velhas tradições russas e as técnicas da arquitetura italiana da época renascentista. As maciças cúpulas de ouro fizeram lembrar a poténcia e união das terras russas. Perto daquela catedral cresceram as outras: Blagovechenski, Arkhanguelski e outros. Uma das maravilhas do mundo é a Catedral Pokrovski (Pokrov - Festa do Manto da Virgem), erguido na Praça Vermelha pelos mestres Barma e Postnik. A catedral é constituida de 9 igrejas ímpares, reunidas em torno de um pavilhão. 

A época do Pedro O Grande

A Rússia tradicionalmente introvertida e autosuficiente deu passo girante nas áreas económica, política, da política exterior, social e cultural, bem como nas reformas radicais do seu exército, na época do Pedro O Grande.

Até o final do século XVII a Rússia n.o tinha nem frota mercante, nem Marinha. Estava isolada dos mares Negro e Báltico, o que dificultava o seu relacionamento com a Europa. Em 1672 Pedro I subiu ao trono de czar da Rússia. Foi ele quem desempenhou um dos mais importantes papéis na história russa. Pedro I foi o primeiro a entender a importância da Marinha e mandou várias delegações russas para aprenderem a arte de navegar nos mares da Europa. Ele foi o fundador das tropas regulares, sofisticou sua organização e logística.

A vitória na Guerra do Norte (1700-1721) garantiu à Rússia o acesso ao Mar Báltico, pelo que lutou durante muitos séculos. "A janela para o Ocidente" estimulou as atividades diplomáticas e beneficiou as parcerias, principalmente com os países da Europa Ocidental. Expandindo e desenvolvendo os seus territórios em direção Norte, ao redor do rio Volga, montes Urais e além dos Urais, na Sibéria e na costa do Oceano Pacífico a Rússia tornou-se Império.

No início do século XIX o Império Russo fez parar e fugir o exército-invasor do Napoleão I, Imperador francés, fato que entrou na história russa com o nome de Guerra Patriótica de 1812.

Depois da abolição da escravatura em 1861 que existia na Rússia desde século XVI começou o desenvolvimento impetuoso da economia. Nas últimas décadas do século XIX registrou-se forte crescimento de manufaturas, empresas privadas, bancos e comércio. No mesmo período as disparidades socias alcançaram o seu auge e o descontentamento com governo foi muito generalizado.

A Guerra Mundial de 1914-1918 diminuiu o potencial da economia da Rússia até o mais baixo nível, exauriu os recursos materiais e financeiros do país.

 PERÍODO SOCIALISTA

Em Outubro de 1917 os “bolcheviques” (quer dizer – “representantes da maioria”) do Partido Social-Democrático de Trabalhadores da Rússia chefiados por Vladimir Lenin conduziram a Rússia à Grande Revolução Socialista. O objetivo da revolução era a eliminação da injustiça social e a criação de uma sociedade que deveria evoluir para comunismo.

Juntamente com vários países vizinhos a Rússia formou, em dezembro de 1922, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Durante os 31 anos seguintes o país foi governado pela elite do partido de “bolcheviques” encabeçada por Joseph Stalin. Stalin com a elite bolchevique impôs o totalitarismo, usurpando todo o poder na URSS. O totalitarismo vitimou milhões de pessoas inocentes e dizimou-as em campos de trabalho e morte. A maioria dos dirigentes do Exército Vermelho, das Forças Armadas soviéticas, foi submetida a repressões, o que feriu gravemente o potencial defensivo do país. Apesar do terror político e da arbitrariedade, a industria estava se modernizando rapidamente, aumentando o potencial bélico e o peso do país nos processos decisórios internacionais.

Em 1941 as tropas da Alemanha nazista atacaram a União Soviética. Os nazistas durante os dois primeiros anos da Segunda Guerra Mundial já tinham conquistado a maior parte da Europa. Em tempo muito curto o país recolheu todas as forças físicas e morais para rechaçar o inimigo. A valentia dos soldados, as habilidades dos generais e esforço máximo de cada cidadão contribuiram para a capitulação da Alemanha em maio de 1945. A guerra causou 27 milhões de vítimas dos cidadãos soviéticos.

A idéia socialista atingiu o seu topo nos anos 60, começando depois o declínio, a estagnação e a crise. A economia dirigida pela burocracia comunista permaneceu em banho- maria graças às injeções de capitais provinientes das exportações de recursos minerais como pertróleo e gás natural. As despesas militares abalaram o orçamento estatal e influenciaram o crescimento desproporcional do ramo militar da indústria.

Muitas ideias construtivas que apareciam nos círculos económicos foram rejeitadas. Todos os aspectos da vida da sociedade inclusive a política externa, foram inseridos em apertados moldes ideológicos. Em meados dos anos 80 o país enfrentou a necessidade das reformas radicais nas áreas económica, social e política.

Michail Gorbatchev, Secretário Geral do Partido Comunista, que se-tornou o primeiro e último Presidente do URSS, começou a reformar a sociedade. Entretanto, as reformas não foram fáceis. A economia entrou em crise, a inflação subiu, varias forças políticas sairam em confrontação, cresceu a tensão social, estouraram os conflitos étnicos. A União Soviética mostrou a sua incapacidade de resolver esta crise global. Assim, o acordo assinado em 1991 pelos líderes das tres maiores republicas soviéticas – Rússia, Ucránia e Bielorússia – declarou o final da União Soviética. A Rússia passou a ser o Estado-continuador e a herdeira de todos ativos e passivos da URSS.

 PERÍODO ATUAL

A 26 de março de 2000 foi eleito o novo Presidente da Federação da Rússia Vladimir  Putin, que ganhou ainda no primeiro turno recebendo 52,9% dos votos  de cerca de 65 milhões dos eleitores que participaram das eleições. Vladimir Putin tomou posse como Presidente da Federação da Rússia no dia 7 de maio de 2000.

O Governo do Presidente Vladimir Putin assumiu a responsabilidade de fortalecer as instituições democráticas e continuar as reformas esrtuturais da economia a fim de construir um país mais seguro, justo e atraente para residir nele. Na área econômica  prosseguiu o processo de privatização em diversos setores como de comércio, bancos, telecomunicações e serviços. Foi estabelecido o controle sobre a inflação, o crescimento do PIB registrou as sólidas tendencias positivas, constituindo o aumento médio de 5% ao ano em 1999, 2000 e 2001 depois da crise financeira de 1998. Aumentaram-se as exportações que levou a balança comercial favorável de 60 bilhões de dólares em 2001. Melhorou-se o clima de investimentos externos, destinados também no setor produtivo, aperfeiçou-se a base jurídica para negócios e empresariado. Em 2002 entrou em vigor a lei que permitiu a venda livre das terras agrícolas.

Em 2004 Vladimir Putin foi reeleito para o seu segundo mandato como Presidente da Federação da Rússia, recebendo cerca de 71% dos votos, o que demonstrou amlo apoio da política dele pela sociedade do país.

A Rússia tem negociado há uns anos a sua adesão à OMC que consta como uma das prioridades do governo atual. Os avanços da economia russa foram reconhecidos pela comunidade internacional: a Rússia tornou-se um membro pleno do G-8 e sediou a reunião deste foro em 2006, o país recebeu o status de economia de mercado pelos EUA, União Européia e vários outros países.

Dentro das conquistas importantes do Governo Putin destaca-se também que foi evitada a desintegração do país e impedidos o caos e a guerra civil; começou a se formar a estrutura do verdadeiro Estado federal, com um lugar digno na comunidade internacional.

O povo russo deposita na gestão de Vladimir Putin esperança de que a economia funcione com eficiencia e que o nível de vida seja mais alto e decente. As reformas sociais removeram as razões para confrontações políticas e ideológicas com os outros países, deram á Rússia a oportunidade de se unir ao sistema económico mundial e contribuir significativamente para desenvolvimento das relações vantajosas entre as nações do mundo.

   Cultura

A história da arte russa começa com a conversão da Rússia ao cristianismo. É claro que já existiam artesãos talentosos antes deste período, o tipo de pessoas que era mestre a fazer instrumentos de percussão, harpas, a esculpir estatuetas de animais, a inventar ornamentos diferentes para decorar as roupas, e a esculpir ídolos de pedra (Essas estátuas de pedra foram colocadas nos túmulos dos homens mais ricos para protegê-los.).Uma vez baptizada, a Rússia começou a tomar contacto com a arte bizantina. As suas igrejas cristãs mais antigas, especialmente as de Kiev, foram construídas e decoradas com ornamentos e mosaicos que respeitam os cânones bizantinos, por mão-de-obra estrangeira. Durante muitos anos, os russos eram aprendizes, enquanto que o verda­deiro trabalho esteve a cargo de arquitectos bizantinos. As antigas catedrais em Novgorod, apesar de terem sido construídas pelos gregos, não eram totalmente bizantinas nem eram maus elementos da cultura romana ocidental, não apenas quanto ao seu “design”, mas também na for­ma como foram decoradas. As relações comerciais com o Ocidente deixaram a sua marca até na Catedral de Santa Sofia, o monumento que foi construído em 1045.

Os anos foram passando. Os Russos começaram a construir igrejas com as suas próprias mãos; as obras que construíram eram muito originais tanto em relação ao Império Bizantino como do Ocidente. Apesar de terem certos traços estrangeiros, foram construídas de acordo com o estilo nacional – os aprendizes russos estavam à procura do seu próprio estilo -, e também os professores - que já estavam a viver há muito tempo na Rússia - come­çaram a preocupar-se em construir igrejas num estilo russo.A espantosa Igreja da Intersecção da Santa Virgem no Nerl, construída em 1165, é um belo exemplo disso mesmo. Outro traço original adveio de os artesãos russos começa­rem a recorrer a ideias e a elementos que encontraram na arquitectura nacional do passado: por exemplo, a Igreja da Ascensão do Cristo em Kolomenskoye, Moscou, a Catedral de São Basílio em Moscou, e as igrejas de madeira em Kizhi – a forma e até os ornamentos sugerem ar e liberdade.

Também os pintores russos foram presos inicialmente num trabalho rígido de emolduramento, que os limitava à pintura de ícones e de frescos de igreja. Assim, os artistas foram for­çados a aperfeiçoar o seu engenho através da pintura, vezes sem conta, das mesmas imagens, faces e posições. O mais conhecido pintor russo de ícones é Andrei Rublyov (1360-1430). A sua biografia está extremamente incompleta.O mais provável, é que ele fosse um laico e trabalhasse como artista com a oficina do Grão Duque até aos seus 40 anos, e só depois disso fez os votos mo­násticos. Rublyov pintou para as principais igrejas de Mos­cou – a Catedral da Anunciação do Kremlin de Moscou, a Catedral em Vladimir e a Catedral de Trindade, que foi construída perto da campa de São Sérgio de Radonezh, um dos santos mais invocados na Rússia.

Os quadros de Andrei Rublyov brilham com calor e sinceridade do sentimento religioso; emanam uma sentida gentileza. O seu trabalho mais fa­moso, “A Trindade”, está entre as maiores obras de arte criadas pela humanidade. Só mais tarde é que os aprendi­zes russos adquiriram o conhecimento e a experiência que precisavam e se tornaram suficientemente confiantes para se afastarem dos exemplos estrangeiros, e sentirem que havia qualquer coisa que eles podiam relatar ao mundo.Só aí é que nasceu a verdadeira arte russa. O poeta Alexan­der Pushkin marcou o nascimento da grandiosa literatura russa, que deu ao mundo nomes como Dostoevsky, Tolstoi, Chekov e muitos outros, até ao último Prémio Nobel da Li­teratura russo, Josef Brodsky. O compositor Mikhail Glinka assinalou o início da grande música da Rússia, que deu ao mundo nomes como rakhmaninov, Stravinsky, Prokofiev, Shostakovitch e etc (Este modesto “Etc.” pode representar a fama de dezenas de países de todo o mundo).

Dois quadros excepcionais, “A morte de Pompeia” de Karl Bryullov e a “Aparição de Cristo ao Povo” de Alexander Ivanov, determinaram o início da grande pintura russa. Hoje, estas obras de arte estão guardadas em dois dos melhores museus de arte da Rússia: o Museu Russo em São Petersburgo e a Galeria Tretyakov em Moscou.

Os pequenos tea­tros russos com actores que eram servos deram o primeiro passo para a formação da escola russa de artes dramáticas, que acabou por formar nomes como Stanislavsky, Nemirovich-Danchenko, Meyerhold, Mikhoels, Vakhtangov e muitos outros proeminentes directores. Depois de ter estudado a arte de dançar ballet dos franceses e de bailarinos estran­geiros, o Teatro Bolshoi de Moscovo e o Teatro Mariinsky em São Petersburgo passaram a dominar a arte do ballet e depois ganharam fama internacional.

Sergei Eisenstein e o seu famoso “O Encouraçado Potemkin” marcaram o início da fama mundial do cinema russo.

Tal como a língua russa se tornou a língua de comunicação entre todos os povos dentro do país, a cultura e arte russas tornaram-se uma importante fonte e uma escola que dotou de habilidades e que inspirou muitas culturas nacionais.Não há nada de errado em relação a isto, já sabemos quanto os russos ganharam (e continuam a ganhar) das outras culturas. A própria cultura russa continua a crescer através da arte de muitos espantosos artistas nacionais e dos povos da Rússia. Este processo de mútua interacção apenas serviu para enriquecer muitos povos. O judeu Isaak Levitan tornou-se o mais famoso pintor russo de paisagens , e teve como mestre o grande pintor russo Savrassov. O étnico alemão Svyatoslav Richter tornou-se um pianista es­pectacular russo, tendo estudado música dos músicos rus­sos e judeus. O apelido do historiador proeminente Vasily Karamzin sugere que ele era de origem tártara. O original escultor russo Stepan Erzya/Nefedov/ encontrou inspiração no seu povo, os Mordvinos. O melhor dicionário da língua russa foi escrito por Vladimir Dal, cujo pai foi naturalizado Di­namarquês, e cuja mãe era alemã. O Abkhazo Fazil Iskander, que escreveu em russo, juntou à literatura moderna alguns influências provenientes do Cáucaso. Finalmente, o arménio Ivan Aivazovsky continua um inultrapassável pintor russo de paisagens marítimas.

Na Rússia, o Este e o Oeste – primeiro por força das cir­cunstâncias geográficas e nem sempre amigavelmente, e depois, tendo-se acostumado um ao outro (até os metais podem combinar quando firmemente pressionados), co­meçaram um domínio conjunto na forma de Rússia.

 


ARTESANATO RUSSO

As obras da arte popular russa são capazes de contar muito sobre o carater nacional russo, sobre a história da Rússia, sobre o ideal popular da felicidade e da beleza. A maior parte do artesanato apareceu nos tempos antigos, suas raizes são do ofício camponêz. A própria natureza mostrou ao homem os materiais e os temas.

A Rússia tem mais que 200 tipos de indústria da arte aplicada e de artesanato. Nas regiões florestais estava se desenvolvendo o ofício de torno, entalhadura em madeira ou casca de bétula. Nas áreas ricas de argila gorda nasceu arte cerámica. Nas regiões do norte da parte europeia da Rússia, no qaul cultivaram linho apareceu arte de renda. A região de Ural, zona de reservas naturais de ferro, de pedras semipreciosas e de fabricação é famosa por sua arte de fundição, de decoração das armas, por sua arte de trabalhar as pedras.

A lembrança mais famosa da Rússia é a boneca Matrióshka, pintada de várias cores brilhantes. Ela tem um pouco mais de 100 anos. Originou-se do boneco japonês – sábio budista Fukurumo. Poucos anos depois de aparecer à luz a Matrióshka já estava representada na Exposição Internacional de París onde ganhou medalha e reconhecimento mundial. Por dentro a  Matrióshka tem várias bonecas, cada uma menor em tamanho, cabendo umas nas outras. Tradicionalmente, a Matrioshka é uma camponesa. Contudo, os artesãos de hoje, seguindo as tendências políticas e de mercado, inventaram uma versão mais a­tualizada da boneca, talhando figuras políticas e estatais do século XX na mesma forma da Matrioshka.

Artesanato típico também é a cerâmica Gzhel, que traz o nome da aldeia Gzhel na região de Moscou. Canecas e brinquedos têm um desenho original em dois tons de azul sobre um fundo branco.

O desenho Jostovo, cujo nome vem de uma aldeia perto da cidade de Mytishi, também na região de Moscou, é apresentado nas bandejas metálicas, cobertas com tinta, óleo e depois de verniz, com flores e frutas de cores brilhantes em fundo preto.

As miniaturas Palekh vêm da região da cidade de Ivanovo, com a pintura tempera sobre cartão-pedra envernizado com cenas da vida cotidiana pintadas em caixas ou baús, ou motivos literários, históricos ou religiosos pintados em cores brilhantes em fundo preto. Essa arte tem sua origem no velho ofício de pintar icones. Nos anos 20 do século passado, no período do “ateismo soviético” este artesanato conseguiu sobreviver. Os mestres de icones começaram a fazer guarda-joias, broches, cigarreiras pintadas no estilo antigo substituindo as cenas de pinturas por mais adequadas ao regime soviético – cenas da vida soviética, cenas fabulosas, lendárias, históricas e literárias. Foi muito surpreendente a mistura da pintura fina e “espiritual” com o “conteudo materialista”: tratores, mulheronas e bandeiras rubras.

A pintura Khokhloma vêm de uma aldeia na região da cidade de Nizhny Novgorod. Ela nasceu no século XVII e desde então a tecnologia alterou pouco. É caraterizada por objetos de madeira (colheres, uten­sílios de mesa, etc.), decorados com um desenho flo­ral, delicado, em cores rubro, preto e dourado.
Os brinquedos Dymkovo são do distrito da cidade de Vyatka. As estatuetas em barro são cozidas, cobertas com tempera e decoradas com ouro.

 



CULINÁRIA - AS MAIS DELICIOSAS RECEITAS DA COZINHA RUSSA

PELMENI

Para fazer pelmeni, primeiro é feita a massa. Deitam-se 300-400g. de farinha sobre a mesa na forma de montinho, faz-se nesta uma cova, põe-se na cova 1 colher de sobremesa de sal, 1-2 ovos, deita-se meio-copo (100dl.) de água tépida e faz-se a massa. Tapa-se e deixa-se ficar durante 30-40 min. Neste tempo prepara-se o recheio de carne. Passam-se pela máquina 200 g. de carne de vaca e 200 g. de carne de porco juntamente com duas cebolas. Faz-se isto duas vezes. Tempera-se ao gosto com sal e pimenta preta moída, adiciona-se água fervida arrefecida. O recheio não deve ser espesso. Quando o recheio estiver pronto, volta-se à massa. Estende-se esta em tira fina, cortam-se desta rodelas com diâmetro de 6-8 cm. e põe-se no centro das rodelas o recheio na forma de bolas pequenas. As extremidades da massa juntam-se e prendem-se com dedos. Os pelmeni prontos põem-se no frigorífico e deixam-se para endurecer. Antes de servir deitam-se na água a ferver temperada ligeiramente com sal e cozem-se durante 10 min. Quando vierem à superfície é sinal de que já estão prontos. Acompanha com natas, manteiga derretida, vinagre, pimenta, molhos variados.

 

BLINÍS (CRÊPES)

Levam-se ao lume 200 g de leite ou água, dissolve-se nestes 200 g de fermento de padeiro, deitam-se 250 g de farinha, tende-se massa grossa. Quando esta, depois de ficar durante 2-3 horas num ambiente morno, rachar, adicionam-se 40 g. de manteiga derretida, uma colher de sobremesa de sal, uma colher de sopa de açúcar, um ovo, 250 g de farinha e amasa-se bem. Em seguida deitam-se 600 g de leite tépida e põe-se novamente num ambiente morno. Quando um lado do blin estiver cozido, vira-se rápido e cozê-se o outro lado, Não é fácil cozer blines. Talvez o seu primeiro blin saia grosso e feio, mas não-se afllija com isto. O ditado russo diz "O primeiro blin vem sempre na forma de bola". O segundo e o terceiro já saem fininhos, alourados e lindos. Ao retirar os blines da frigideira põem-se em pilha no prato, um sobre outro, untando cada um com manteiga derretida.
Com que acompanham os blines? Normalmente com caviar, peixe salgado-salmão, arenque. Pode-se acompanhar com natas e geleia. Bom proveito.

OLÁDI

Batatas peladas cruas (1200 g) ralam-se, adiciona-se a isto 120 g de farinha de trigo peneirada, 2 ovos, tempera-se com sal e mexe-se bem. A massa divide-se em parcelas, moldam-se filhós e levam-se a fritar em óleo quente. Filhós cozem-se da mesma maneira como os blinís: um lado, depois outro. Antes de servir regam-se com manteiga derretida (6 colheres de sobremesa).
Acompanha com natas, mel ou geleia.
 

 

ALMÔNDEGAS

Desossa-se a carne de galinha juntamente com pele. Passa-se pela máquina e adiciona-se o pão de trigo demolhado no leite (aproximadamente 100 g.). Em seguida passa-se novamente pela máquina, rega-se com sal e mexe-se muito bem.Tendem-se almôndegas no pão esfarelado. Em seguida frita-se na frigideira não funda com óleo aquecido durante 5 min. até ficarem bem lourinhas.
Em seguida a frigideira com almôndegas leva-se ao forno. Quando servidas, as almôndegas dispõem-se no prato e regam-se com manteiga derretida. Acompanha com vários legumes, ervilhas, feijão, couve-flor, batatas novas.
 

 KULEBIAKA (PASTELÃO)

Prepara-se a massa. Para isto dissolvem-se em 50 g. de água tépida ou leite 10-15 g. de fermento de padeiro. Quando este ficar dissolvido, adicionam-se à solução mais 100 g. de água ou leite. Deitam-se à solução 400 g. de farinha e faz-se a massa, à qual em seguida adicionam-se 50 g. de manteiga, 2 gemas e um pouco de óleo vegetal. Deixa-se levedar num ambiente morno até rachar.
Quando estiver rachada, tende-se com rolo de forma a chegar ao cumprimento de assadeira, na qual vai-se cozer a kulebiaka. (A largura da tira - 20 cm., a grossura - 1 cm.) Em seguida na meio da tira a todo o comprimento desta põe-se o recheio na forma de faixa estreita, aparam-se as pontas da massa, juntam-se e prendem-se. Enfeita-se a kulebiaka com tiras pequenas de massa, dispondo estas transversalmente à certa distância uma das outras. Em seguida unta-se a kulebiaka com gemas dissolvidas em água, põe-se cuidadosamente sobre a assadeira e leva-se ao forno a cozer dutante 30-45 min. Para saber se a kulebiaka está pronta, espeta-se na massa um pauzinho fino. Se depois de retirado ficar seco é sinal de que já está pronta.
Como se prepara o recheio? Se se quer fazer kulebiaka com o recheio de carne, passam-se 800 g de carne cozida pela máquina. Mistura-se esta com cebola picada alourada. Em seguida leva-se o recheio a fritar na frigadeira durante 3-5 min. Adicionam-se 3 ovos picados, 1-2 colheres de sopa de óleo vegetal, funcho ao paladar. Tempera-se com sal e pimenta.
Se se quer preparar o recheio de repolho, escalda-se este depois de ser pelado e picado (1,5-2 quilos), escorre-se, passa-se por água fria, põe-se na panela com manteiga derretida (80-100 g), leva-se ao lume a fritar durante 10-15 min., mexendo sem parar.
Em seguida adicionam-se ovos cozidos picados, uma colher de chá de açúcar. Tempera-se com sal.
 

 VARÉNIKI

Tomam-se 600 g de ginja, tiram-se-lhe os caroços. Deitam-se na ginja 200 g de açúcar e mexe-se tudo. Em seguida prepara-se a masa. Bate-se um ovo em 160 g de farinha, adicionam-se 100 g de água, 20 g de açúcar, tempera-se com sal, tende-se a massa e depois de ficar durante 20 min., estende-se em tira fina (de 2-3 mm de espessura) e corta-se em pequenos quadrados. No meio de cada um destes colocam-se algumas ginjas, untam-se as extremidades da massa com ovo batido, as extremidades opostas juntam-se e pregam-se.
Deixa-se ficar durante uma hora no congelador. Em seguida levam-se os vareniques a cozer em água a ferver até que venham à superfície.
É obrigatório acompanhar com natas.

 PLOV 

(Prato nacional dos povos da Ázia Central
preparado com arroz, carne e condimentos)

Corta-se em pequenos bocados carne de carneiro e leva-se a fritar em banha bem aquecida num recipiente fundo. Adicionam-se no recipiente cebola picada e cenoura e frita-se tudo. Em seguida deitam-se 4 copos (800 dl.) de água, tempera-se com sal, pimenta e deixa-se ao lume até levantar fervura. Em seguida põe-se na panela com carne, cenoura e cebola o arroz cru e aplana-se. Quando a água se evaporar, abrem-se na superfície do arroz umas covas até ao fundo da panela com a ajuda de pauzinho. Em cada uma destas covas deitam-se 1-2 colheres de sobremesa de água. Feito isto, tapa-se a panela e leva-se ao lume brando durante 25-30 min. (para 400 g de carne de carneiro gorda 2-3 copos de arroz, 200-300 g de cenoura, 150-200 g de cebola, 200 g de óleo vegetal ou banha).
Quando o plov estiver pronto, dispõe-se no prato na forma de montinho, põem-se em cima os bocadinhos da carne e polvilha-se com cebola crua picada. Acompanha com verduras, molho de tomate, tonates.
Se seguiu a nossa receita, estamos certos de que gostará do plov e voltará a fazê-lo por mais duma vez.
 

  SOLIANCA

O repolho pelado pica-se, põe-se na panela, adiciona-se uma colher de sopa de óleo, 100 dl de água ou caldo de carne, tapa-se e leva-se ao lume a guisar durante 40 min. Em seguida adicionam-se cebola alourada cortada em rodelas, pasta de tomate, tempera-se com vinagre, açúcar, sal, folha de louro, pimenta e guisa-se durante 10 min. até estar pronto. Quando o repolho estiver preparado, deita-se na panela a farinha, alourada juntamente com a manteiga, mexe-se tudo e leva-se ao lume, deixa-se ferver.
À parte os derivados de carne (carne cozida, conservas de carne, chouriço, salsichas) cortam-se em fatias pequenas, alouram-se juntamente com cebolas, adicionam-se picles cortados, 2-3 colheres de caldo, tapa-se e deixa-se ferver durante alguns minutos.
Uma metade do repolho guisado põe-se na frigideira de forma a cobrir toda, em cima põe-se a carne com legumes, em cima desta põe-se o restante repolho, aplana-se, polvilha-se com queijo ralado misturado com pão esfarelado, unta-se com manteiga e leva-se ao forno para 10-15 min.
Na hora de servir a solianca enfeita-se com verduras, azeitonas, rodelas de limão, mirtilo.
Para 200 g de derivados de carne 1 quilo de repolho, 2 picles, 2 cebolas, 3 colheres de sopa de pasta de tomate, 1 colher de sopa de farinha, 2-3 colheres de sopa de manteiga.

PREPARE, SIRVA E  BOM APETITE!

Religião

Federação da Rússia é o país de coexistência pacífica de várias confissões religiosas, sendo nenhuma delas a confissão preferida pelo Governo. Contudo a maioria dos fiéis são cristãos ortodoxos. Obviamente, ortodoxia associa-se primeiramente com os russos, contudo a maioria dos carelos, udmurtos, mari, mordva, chuvacos, osetinos, ciganos e muitas outras nacionalidades também professam ortodoxia.

Nos tempos soviéticos, especialmente os do Stalin a ortodoxia sofria perseguição, igrejas e mosteiros foram destruídos. O exemplo mais conhecido é o do Templo do Cristo Salvador que nos anos 1990 foi completamente reconstruído no lugar do templo antigo. No fim do século 20 a ortodoxia russa caiu no decaimento, contudo a última década mostrou a tendência da ortodoxia para sobreviver e renascer nas novas gerações russas.

O dogma principal da ortodoxia, que é a Trindade, consiste no fato que o Espírito Santo desce do Pai só e não do Pai e do Filho, no que crêem os outros cristãos. Pode-se compreender a essência Divina por meio da alma e não mentalmente.

No sentido próprio e figurado, ortodoxia é uma grande família. Sacerdotes ortodoxos podem casar-se e ter filhos, enquanto divórcios são condenados pela igreja. A morte de um dos conjugues não liberta o outro das suas obrigações. Dizem que "matrimónios se registram nos céus".

Alem dos ortodoxos e discípulos das seitas, derivantes da ortodoxia vivem na Rússia seguidores de outros rumos cristãos. São significativamente menores em número em comparação com ortodoxos os católicos, subdivididos nos de cerimonial latino e nos de cerimonial grego (chamados católicos gregos). Pertence aos católicos de cerimonial latino a maioria dos polacos e lituanos que moram na Rússia, certo número de alemães, a maioria de latgalos (grupo sub-étnico de latos) alguns dos fiéis bielorussos.

O país tem protestantes de vários rumos: luteranismo, calvinismo, mennonitismo, baptismo, pentecostismo, adventismo.

Segundo em número de discípulos na Federação da Rússia é Islão (cerca de 13 milhões de fiéis).

Islão é representado na Rússia por seus dois ramos principais – sunita e xiita, sendo primeiro o ramo predominante. Ambos os ramos adoram Alá, profetas, anjos e escritura sagrada Alcorão, dia do juízo universal e predestinação, todavia sunitas reconhecem todos os profetas, enquanto xiitas só descendentes directos do Maomé desde Ali. Xiitas são mais severos principalmente no que se refere aos dogmas da fé. Assim um xiita pode quebrar talheres, caso forem usados pelos incrédulos (não muçulmanos).

Faz muito, que Islão veio na Rússia. Nos anos 30-40 do século 7 o Império Sasanido (Irão) caiu sob a invasão dos árabes, os quais após conquistarem todo o Irão e Transcáucaso e através da Albânia Cáucasa alcançaram Derbent. No ano 643 durante o governo do Khalif Umora Íntegro o Segundo o cabo de guerra árabe encontrou-se com o governador pérsico do Derbent Shakhribiraz, quem visitou o acampamento dos árabes para se reconhecer como um vassalo do Kalifate. Segundo o acordo atingido, ao Derbent não foi imposto tributo. Em vez disso Derbent era encarregado de protecção das terras do Norte do Kalifate arábico contra os vizinhos do Norte khazaros. Islão do rumo sunita foi aceitado como religião oficial na Bulgaria do Volga no ano 922. É a religião predominante entre a maioria de tártaros e bashkiros. Na cidade de Kazan conseguiram preservar monumento islámico – Staro-Tatarskaya Sloboda (subúrbio tártaro antigo) para onde deportavam muçulmanos após a Kazan for conquistada pelas tropas Russas no século 16.

Cerca de 900 mil de pessoas das regiões orientais da Rússia são discípulos do Budismo (buryatos orientais, buryatus khongodoros, a maioria de tuvínos, kalmícos e a parte relativamente grande dos evenkos).

Buryatia com cerca de trinta igrejas budistas (datsan) se tornou centro do Budismo da Rússia. Um dos monumentos arquitectónicos principais da Buryatia é o lamasério (mosteiro lamaistico – ou datsan) na cidade de Gusinoozersk. De acordo com o Decreto da Imperatriz Elisabete Budismo foi reconhecido como religião oficial dos sujeitos russos.

A parte dominante dos judeus crentes da Rússia são discípulos do Judaísmo. É difícil de estabelecer o número exacto dos judeus devido aos casamentos mistos. Segundo dados das organizações hebreus, no início de 1990 judeus contavam com cerca de 600 mil pessoas, fato o qual é duvidoso, pois a maioria dos judeus na Rússia não acredita (todavia nos últimos tempos observa-se elevação do nível de religiosidade). O número predominante dos judeus russos vive nas cidades grandes.

Alem disso vivem na Rússia discípulos das convicções tradicionais, tais como shamanismo cultismo de tribos e de ofício e outros, sendo estas últimas adoradas entre as nações pequenas do Norte da Rússia (esquimó, chukchee, koryaki, evenki, assim como entre as nações de Altai, nentsi, dolgani). Também pode-se encontrar discípulos das convicções tradicionais entre evenki e khonti, assim como entre algumas povoações da região do rio Volga (primeiramente mari, chuvacos, udmurtos). Chamam-se discípulos das convicções tradicionais da nação mari "chi-mari", o que significa "mari autêntico".

Simbolos Oficiais e Hino Estatal da Rússia


BANDEIRA NACIONAL DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA

A Bandeira Nacional da Federação da Rússia é rectangular e constituída por três faixas horizontais iguais – branca em cima, azul no meio e vermelha em baixo. A correlação da lar­gura e comprimento da bandeira é de 2:3.

Desde os tempos antigos a cor vermelha simbolizava na Rússia a coragem e o amor, azul - a lealdade e pureza moral, branca – a magnanimidade. A bandeira tricolor – branca, azul e ver­melha – pela primeira vez foi hasteada nos barcos da Marinha Russa durante a campanha de Azov – a fortaleza no Sul da Rússia que o czar Pedro I, o Grande, tomou aos turcos no fim do séc. XVII. No séc. XIX houve um período em que a bandeira da Rússia era preta, dourada e branca, mas a partir de 1883 a bandeira histórica branca, azul e vermelha foi introduzida mais uma vez. Nos tempos soviéticos, de 1917 a 1991, a bandeira da Rússia teve a cor vermelha.

Em Agosto de 1991 a Rússia de novo adoptou a sua bandei­ra antiga branca, azul e vermelha.

 

ESCUDO NACIONAL DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA

O escudo nacional da Federação da Rússia é a imagem da águia bicéfala dourada, colocada sobre o escudo he­ráldico vermelho; em cima da águia estão três coroas históricas de Pedro Grande (duas coroas menores em cima das cabeças da águia e uma coroa maior em cima delas); no peito da águia sobre o escudo vermelho está o cavaleiro ao atingir com a sua lança o dragão.

A partir do séc. XIV a águia bicéfala dourada sobre o fun­do vermelho tornou-se o símbolo do Império Bizantino em que a cor vermelha (púrpura) era a cor imperial (cesaria­na) rigorosamente regulamentada e a cor dourada era o símbolo da eternidade. No séc. XV depois do casamento do Grande Príncipe de Moscou, Ivan III com a sobrinha do último Imperador bizantino Sofia Paleilog a águia bicéfala afirmou-se na Rússia como o escudo do Estado. No séc. XVII o escudo assumiu a forma completa da águia bicé­fala com três coroas (simbolizando os reinos de Kazan. Ástrakhan e Sibéria integrados no Estado de Moscou ou, segundo a outra versão, significou a fé, esperança e amor), o ceptro (símbolo de defesa da soberania) e a po­tência (símbolo da unidade e integridade do Estado).

O actual escudo nacional da Rússia foi instituído pelo De­creto do Presidente da Rússia em Novembro de 1993. Além de elementos supracitados apresenta a imagem do cavaleiro ao atingir um dragão – é o escudo moscovita, mais antigo do que a águia bicéfala, símbolo da vitória do bem sobre o mal. Segundo a versão moscovita o ca­valeiro nessa imagem é São Jorge – santo patrono da cidade de Moscou.


HINO NACIONAL

 

Россия - священная наша держава, 
Россия - любимая наша страна.
 
Могучая воля, великая слава –
 
Твое достоянье на все времена!

 

Славься, Отечество наше свободное, 
Братских народов союз вековой,
 
Предками данная мудрость народная!
 
Славься, страна! Мы гордимся тобой!

От южных морей до полярного края 
Раскинулись наши леса и поля.
 
Одна ты на свете! Одна ты такая –
 
Хранимая Богом родная земля!

* * *

 

Славься, Отечество наше свободное, 
Братских народов союз вековой,
 
Предками данная мудрость народная!
 
Славься, страна! Мы гордимся тобой!

* * *

Широкий простор для мечты и для жизни 
Грядущие нам открывают года.
 
Нам силу дает наша верность Отчизне.
 
Так было, так есть и так будет всегда!

* * *

Славься, Отечество наше свободное. 
Братских народов союз вековой,
 
Предками данная мудрость народная!
 
Славься, страна! Мы гордимся тобой!

 

 

Tradução não-oficial

Ó Rússia – nosso Estado sagrado! 
Ó Rússia – nosso amado País!
 
Vontade de ferro e glória grande
 
Pertencem agora e sempre a ti.

* * * 
Viva a nossa Pátria livre,
 
Povos irmãos – união secular,
 
Sabedoria dos antepassados.
 
Viva, ó Pátria, de ti orgulhamos!

* * *

Dos mares do Sul aos gelos polares 
Estendem-se nossos espaços sem fim.
 
No mundo és única, uma de todas,
 
Ó terra natal, protegida por Deus!

* * * 
As vastas larguras dos sonhos e vida
 
Os anos vindouros prometem a nós.
 
Fieldade à Pátria dá-nos a força.
 
Tem sido assim e será para sempre! 

* * *

Viva a nossa Pátria livre, 
Povos irmãos – união secular,
 
Sabedoria dos antepassados.
 
Viva, ó Pátria, de ti orgulhamos!